BIM
Building Information Modeling
O assunto BIM apresenta a Modelagem da Informação da Construção como uma abordagem integrada de processos, pessoas, tecnologias e informações aplicada ao longo de todo o ciclo de vida do empreendimento, com atenção especial à sua conexão com a Agrimensura e as geotecnologias.
1. Conceito de BIM
O Building Information Modeling (BIM), ou Modelagem da Informação da Construção, é uma abordagem integrada para criação, organização, utilização, atualização e compartilhamento de informações relacionadas a um empreendimento ao longo de seu ciclo de vida.
No Brasil, o Decreto nº 11.888/2024 define BIM como um “conjunto integrado de processos e tecnologias” que permite criar, utilizar, atualizar e compartilhar colaborativamente modelos digitais de uma construção, podendo atender aos participantes do empreendimento durante seu ciclo de vida.
Referência direta: “conjunto integrado de processos e tecnologias” (BRASIL, 2024).
Assim, BIM não deve ser entendido simplesmente como um software de modelagem tridimensional. Trata-se de uma metodologia de trabalho baseada na produção, organização, troca e utilização de informações digitais de maneira coordenada.
O BIM pode envolver arquitetura, engenharia, infraestrutura, construção, operação, manutenção e gestão de ativos.

2. BIM além do modelo 3D
Uma das principais características do BIM é que o modelo digital não representa somente a geometria do empreendimento. Cada elemento pode estar associado a informações técnicas, construtivas, quantitativas, temporais, financeiras e operacionais.
Por exemplo, uma parede pode possuir informações sobre:
- Geometria
- Material
- Dimensões
- Área
- Volume
- Fabricante
- Custo
- Fase de execução
- Características de desempenho
- Manutenção
Dessa maneira, o modelo passa a funcionar como uma estrutura organizada de informações, e não apenas como uma representação tridimensional.
A abordagem BIM pode ser aplicada desde o planejamento e desenvolvimento do projeto até a execução, operação, manutenção, reforma e encerramento do ciclo de vida do ativo. Esse princípio também é destacado pela ISO 19650.
3. As dimensões do BIM
O BIM é frequentemente apresentado por meio de diferentes dimensões de informação.
3D — Modelo tridimensional
Representação geométrica do empreendimento. Permite visualizar:
- Elementos construtivos
- Estruturas
- Instalações
- Terreno
- Infraestrutura
- Equipamentos
4D — Tempo
Relaciona o modelo às etapas de execução. Permite associar os elementos do modelo ao cronograma da obra, facilitando a visualização da sequência construtiva.
5D — Custos
Relaciona os elementos do modelo aos quantitativos e custos. Pode auxiliar em:
- Levantamentos quantitativos
- Estimativas
- Orçamento
- Acompanhamento de custos
- Planejamento financeiro
6D — Sustentabilidade e desempenho
Pode incorporar informações relacionadas ao desempenho ambiental e energético do empreendimento, permitindo análises e simulações.
7D — Operação e manutenção
Relaciona o modelo às informações necessárias para a gestão do ativo após sua construção. Pode incluir:
- Equipamentos
- Manuais
- Garantias
- Manutenção
- Inspeções
- Substituições
- Histórico do ativo
Observação importante: a nomenclatura das dimensões do BIM não é absolutamente uniforme entre organizações e mercados. Por isso, essas dimensões devem ser apresentadas como uma forma didática de compreender diferentes usos da informação, e não como uma classificação normativa universal.
4. BIM e ciclo de vida do empreendimento
O BIM deve ser compreendido dentro do ciclo de vida do ativo:
- Planejamento
- Levantamento
- Concepção
- Projeto
- Coordenação
- Orçamento
- Construção
- Comissionamento
- Operação
- Manutenção
- Reforma
- Encerramento
A ISO 19650 estabelece princípios para gestão da informação utilizando BIM e contempla o ciclo de vida dos ativos construídos. A Parte 1 trata de conceitos e princípios, enquanto a Parte 2 aborda a gestão da informação na fase de entrega do ativo.
Isso significa que o valor do BIM não termina quando o projeto é concluído ou quando a obra é entregue. A informação produzida durante as etapas anteriores pode continuar sendo utilizada durante a operação e manutenção.


5. BIM e interoperabilidade
Em empreendimentos complexos, diferentes profissionais utilizam diferentes ferramentas e sistemas. Arquitetos, engenheiros, topógrafos, projetistas de infraestrutura, profissionais de instalações e gestores podem trabalhar com diferentes plataformas.
Por isso, a interoperabilidade é fundamental.
Um dos principais recursos associados ao conceito de openBIM é o IFC — Industry Foundation Classes, desenvolvido como padrão aberto para troca e compartilhamento de dados BIM entre diferentes aplicações.
A utilização de padrões abertos reduz a dependência de um único ambiente de software e facilita a troca de informações entre diferentes participantes. A própria Estratégia BIM BR estabelece como objetivo incentivar o uso de especificações técnicas abertas para interoperabilidade.
6. BIM e gestão da informação
BIM depende de uma boa gestão da informação. Não basta criar um modelo detalhado. É necessário estabelecer:
- Quais informações serão produzidas
- Quem produzirá cada informação
- Quando ela será produzida
- Como será revisada
- Como será compartilhada
- Como será armazenada
- Como serão controladas as versões
- Quais informações serão entregues em cada etapa
A ABNT NBR ISO 19650-1:2022 estabelece conceitos e princípios para a gestão da informação utilizando BIM, incluindo troca, registro, versionamento e organização das informações. O DNIT também adota essa referência em sua documentação técnica BIM.
7. Ambiente Comum de Dados — CDE
Um dos elementos importantes na gestão da informação BIM é o Common Data Environment (CDE), ou Ambiente Comum de Dados. É um ambiente organizado para armazenamento, compartilhamento, controle e gerenciamento das informações do empreendimento.
O CDE permite organizar informações de maneira controlada, evitando que diferentes participantes trabalhem com versões incompatíveis ou desatualizadas.
- Produção
- Revisão
- Aprovação
- Compartilhamento
- Utilização
- Arquivamento
Essas etapas passam a fazer parte de um fluxo organizado de informação.
8. Coordenação e compatibilização
Um dos usos mais conhecidos do BIM é a coordenação entre diferentes disciplinas. Um empreendimento pode reunir:
- Arquitetura
- Estrutura
- Instalações elétricas
- Instalações hidráulicas
- Climatização
- Infraestrutura
- Terraplenagem
- Drenagem
- Pavimentação
- Sistemas externos
A integração dos modelos permite identificar conflitos antes da execução. Por exemplo, estrutura × instalações × arquitetura × infraestrutura podem ser analisadas conjuntamente. Isso pode reduzir retrabalhos e melhorar a coordenação entre os participantes.
O governo federal destaca justamente o potencial do BIM para integrar planejamento, projeto, contratação, execução e gestão ao longo do ciclo de vida dos empreendimentos.
9. BIM e levantamento do território
Aqui está uma das partes mais importantes para o Mundo Agrimensura.
O BIM não começa necessariamente no projeto. Antes de modelar uma construção ou infraestrutura, é necessário conhecer o espaço onde ela será implantada. Nesse contexto entram Topografia, Geodésia, GNSS, Fotogrametria, Drone, LiDAR, Sensoriamento Remoto, Cartografia e SIG.
Essas tecnologias podem fornecer dados para a criação da base territorial utilizada no empreendimento. O fluxo pode ser representado como:
- Território real
- Levantamento
- Dados geoespaciais
- Modelo territorial
- Projeto BIM
- Construção
- Ativo digital
10. BIM e Topografia
A Topografia fornece informações fundamentais para implantação e controle geométrico de obras. Dados provenientes de:
- Estação total
- GNSS
- Nivelamento
- Laser scanner
- Drones
- Levantamentos topográficos
podem contribuir para a criação da base geométrica do empreendimento.
11. BIM e Geodésia
A Geodésia fornece a referência espacial necessária para posicionar corretamente os dados. Um modelo BIM precisa estar relacionado a um sistema de coordenadas adequado quando sua aplicação envolve infraestrutura, implantação ou integração territorial.
- Sistema de referência
- Coordenadas
- Levantamento
- Modelo
- Implantação
A correta relação espacial é especialmente importante em:
- Rodovias
- Ferrovias
- Aeroportos
- Barragens
- Loteamentos
- Redes de infraestrutura
- Grandes empreendimentos
12. BIM e SIG — integração BIM + GIS
BIM e SIG possuem funções diferentes, mas complementares.
BIM: concentra-se principalmente no empreendimento e nos seus componentes.
SIG: trabalha com o território, suas relações espaciais e seus diferentes fenômenos.
A integração permite conectar edificação/infraestrutura ↔ terreno ↔ cadastro ↔ redes ↔ meio ambiente ↔ território.
Dessa maneira, um empreendimento deixa de ser analisado isoladamente e passa a ser compreendido dentro do contexto territorial em que está inserido.
13. BIM para infraestrutura
O BIM não se limita a edificações. Pode ser aplicado em:
- Rodovias
- Ferrovias
- Pontes
- Túneis
- Aeroportos
- Saneamento
- Drenagem
- Redes de abastecimento
- Sistemas urbanos
- Obras de terraplenagem
- Barragens
- Infraestrutura urbana
Para a Engenharia Civil e a Agrimensura, essa aplicação é especialmente relevante porque conecta geometria, território, infraestrutura e informação.
14. BIM e Agrimensura
A Agrimensura pode participar de diferentes etapas do processo BIM.
Antes do projeto
Produção da base territorial: GNSS + Topografia + Fotogrametria + LiDAR + Cartografia.
Durante o projeto
Fornecimento e controle de:
- Coordenadas
- Superfícies
- Eixos
- Limites
- Pontos de controle
- Modelos de terreno
Durante a execução
Controle geométrico:
- Locação
- Conferência
- As-built
- Monitoramento
- Comparação entre projeto e executado
Após a construção
Atualização das informações do ativo e apoio à documentação técnica.
Portanto, a Agrimensura pode atuar como uma das fontes fundamentais de informação espacial confiável para o ambiente BIM.
15. BIM e modelo do terreno
Em projetos de infraestrutura, o terreno é um componente fundamental. Dados topográficos podem ser utilizados para produzir:
- Pontos
- Nuvem de pontos
- Superfície
- MDT/MDE
- Modelo territorial
- Projeto
O modelo do terreno pode apoiar:
- Terraplenagem
- Cálculo de volumes
- Traçado
- Drenagem
- Implantação
- Análise de declividades
- Planejamento da construção
Nesse ponto, BIM e geotecnologias apresentam forte integração.
16. BIM e nuvem de pontos
Tecnologias de Laser Scanner e LiDAR permitem produzir grandes conjuntos de pontos tridimensionais. Esses dados podem representar:
- Terreno
- Edificações
- Estruturas
- Pontes
- Rodovias
- Vegetação
- Instalações
A nuvem de pontos pode ser utilizada como base para modelagem, inspeção, controle e atualização de ativos. Um fluxo possível é:
- Laser Scanner / LiDAR
- Nuvem de pontos
- Processamento
- Modelagem
- BIM
17. BIM e fotogrametria
A Fotogrametria também pode contribuir para o ambiente BIM. Imagens obtidas por:
- Drones
- Aeronaves
- Câmeras terrestres
podem ser processadas para gerar:
- Ortofotos
- Modelos tridimensionais
- Nuvens de pontos
- Modelos digitais de superfície
- Informações geométricas
Esses produtos podem auxiliar na criação e atualização de modelos digitais.

18. BIM e controle da construção
Durante a execução, o BIM pode ser utilizado para comparar projeto × execução. Essa comparação pode utilizar levantamentos realizados em campo. Por exemplo:
- Modelo BIM
- Obra
- Levantamento
- Comparação
- Identificação de diferenças
- Atualização
Essa integração permite utilizar a Agrimensura não apenas para implantação, mas também para controle geométrico e verificação do executado.
19. BIM e as-built
O modelo as-built representa a situação efetivamente construída. Durante a execução podem ocorrer alterações em relação ao projeto original. Essas alterações precisam ser registradas para que a informação final represente o ativo real.
- Projeto
- Construção
- Levantamento
- Conferência
- Atualização
- As-built
A informação as-built pode posteriormente apoiar a operação e manutenção.
20. BIM e planejamento de obras
O BIM pode apoiar o planejamento por meio da integração entre modelo + cronograma + custos + recursos + execução. A associação do modelo ao tempo permite visualizar a evolução da obra. Isso facilita:
- Planejamento
- Acompanhamento
- Comunicação
- Identificação de etapas
- Análise de alternativas
- Controle do avanço
21. BIM e orçamento
Os elementos modelados podem conter informações que auxiliem na obtenção de quantitativos. Isso permite estabelecer relações como:
- Modelo
- Quantitativos
- Composição
- Orçamento
- Planejamento
BIM não elimina a necessidade de critérios técnicos de orçamento. A qualidade dos quantitativos depende da qualidade do modelo, das informações inseridas e das regras utilizadas.

22. BIM e sustentabilidade
O BIM pode apoiar análises relacionadas ao desempenho e à sustentabilidade dos empreendimentos. Dependendo das informações disponíveis, podem ser analisados:
- Materiais
- Consumo energético
- Iluminação
- Desempenho térmico
- Alternativas construtivas
- Impactos ambientais
- Ciclo de vida
A Estratégia BIM BR inclui entre seus objetivos estimular o uso do BIM para construção industrializada e sustentabilidade na construção.
23. BIM na Administração Pública
O BIM possui importância crescente na administração pública brasileira.
A Lei nº 14.133/2021, em seu art. 19, § 3º, estabelece preferência pela utilização de BIM ou tecnologias e processos integrados similares ou mais avançados nas licitações de obras e serviços de engenharia e arquitetura, conforme as condições previstas na legislação.
Posteriormente, o Decreto nº 11.888/2024 instituiu a nova Estratégia BIM BR, estabelecendo objetivos nacionais para disseminação do BIM.
Isso demonstra que BIM deixou de ser apenas uma tendência tecnológica do setor privado e passou a fazer parte da transformação digital das contratações e da gestão pública.
24. BIM e documentação digital
Um dos grandes benefícios do BIM está na possibilidade de organizar a documentação digital do empreendimento. Em vez de informações isoladas, o empreendimento pode possuir um ambiente integrado contendo modelo + documentos + desenhos + especificações + quantitativos + registros + informações do ativo.
Isso favorece a rastreabilidade e o gerenciamento das informações.
25. BIM e qualidade da informação
Um modelo BIM detalhado visualmente não é necessariamente um modelo de boa qualidade. É necessário avaliar:
- Precisão
- Consistência
- Completude
- Coerência
- Atualização
- Classificação
- Interoperabilidade
- Rastreabilidade
Por isso, qualidade da informação é tão importante quanto qualidade geométrica. Essa perspectiva está alinhada à abordagem da ISO 19650, que trata BIM como um processo de gestão da informação, incluindo organização, troca, registro e versionamento.
26. BIM não é apenas software
É importante estabelecer essa distinção no Mundo Agrimensura: BIM não é um software.
Softwares são ferramentas utilizadas para implementar diferentes partes do processo.
BIM envolve: Pessoas + processos + informação + tecnologia + padrões.
O próprio Ministério da Gestão e da Inovação destaca que BIM não se trata apenas da utilização de softwares, mas de uma forma integrada de trabalho ao longo do ciclo da obra.
27. Benefícios do BIM
Quando adequadamente implementado, BIM pode contribuir para:
- Integração entre disciplinas
- Redução de conflitos
- Melhoria da coordenação
- Maior controle das informações
- Melhoria dos quantitativos
- Apoio ao planejamento
- Redução de retrabalho
- Melhor comunicação
- Rastreabilidade
- Apoio à execução
- Gestão do ativo
- Integração entre projeto e território
Na administração pública, o governo federal aponta potencial do BIM para reduzir riscos de atrasos, sobrecustos e retrabalho, além de fortalecer transparência, governança e controle dos gastos.
28. Desafios da implementação
A adoção do BIM também apresenta desafios. Entre eles:
- Capacitação profissional
- Mudança de processos
- Definição de padrões
- Interoperabilidade
- Investimentos em tecnologia
- Organização das informações
- Definição de responsabilidades
- Gestão de versões
- Integração entre equipes
- Mudança cultural
Portanto, implementar BIM não significa simplesmente adquirir um software. É necessário estruturar processos, pessoas e informação.
29. BIM no contexto das geotecnologias
Para o Mundo Agrimensura, esta é uma conexão fundamental:
- BIM
- SIG / Geoprocessamento
- Cartografia
- Geodésia
- Topografia
- GNSS
- Fotogrametria
- Drones
- LiDAR
Essas tecnologias podem produzir diferentes tipos de informação espacial que alimentam o processo de planejamento, projeto, construção e gestão.
30. BIM e o futuro da informação territorial
A tendência é que modelos digitais de ativos sejam cada vez mais integrados aos modelos territoriais. Nesse cenário, uma construção, uma rodovia, uma ponte ou uma rede de infraestrutura não será analisada apenas como objeto isolado. Ela poderá ser relacionada a:
- Terreno
- Imóveis
- Sistema viário
- Redes
- Meio ambiente
- Uso do solo
- Cadastro
- Legislação
- Infraestrutura
- População
- Serviços públicos
Isso aproxima o BIM de conceitos mais amplos de gestão digital do território e dos ativos.
31. BIM aplicado à Agrimensura — visão integrada
Para o profissional da Agrimensura, o fluxo pode ser representado assim:
- Território real
- Levantamento geoespacial
- Controle geodésico
- Topografia / GNSS / Drone / LiDAR
- Base territorial
- Modelo do terreno
- Projeto BIM
- Implantação
- Controle da execução
- As-built
- Modelo atualizado
- Gestão do ativo
Essa integração mostra que a Agrimensura pode atuar antes, durante e depois da construção.
32. Referências diretas e indiretas
Referência direta 1 — Brasil
O Decreto nº 11.888/2024 define BIM como um “conjunto integrado de processos e tecnologias” voltado à criação, utilização, atualização e compartilhamento colaborativo de modelos digitais durante o ciclo de vida da construção.
Referência direta 2 — ISO
A ISO 19650 estabelece uma estrutura para gestão da informação, abrangendo troca, registro, versionamento e organização das informações relacionadas aos ativos.
Referência indireta 1
Segundo a ISO 19650, o BIM deve ser compreendido dentro de uma abordagem de gestão da informação aplicável às diferentes fases do ciclo de vida de um ativo construído, e não apenas como uma ferramenta de representação tridimensional.
Referência indireta 2
A Estratégia BIM BR estabelece objetivos que incluem disseminação do BIM, capacitação profissional, apoio à administração pública, desenvolvimento de normas e protocolos, interoperabilidade e sustentabilidade.
Referência indireta 3
O IFC constitui um padrão internacional aberto destinado ao intercâmbio e compartilhamento de dados BIM entre diferentes aplicações, favorecendo a interoperabilidade.
33. Referências fundamentais para o assunto
- BRASIL. Decreto nº 11.888, de 22 de janeiro de 2024. Dispõe sobre a Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling no Brasil — Estratégia BIM BR.
- BRASIL. Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021. Lei de Licitações e Contratos Administrativos.
- ABNT. ABNT NBR ISO 19650-1:2022. Organização da informação acerca de trabalhos da construção — Gestão da informação usando a modelagem da informação da construção — Parte 1: Conceitos e princípios. A norma brasileira é baseada na ISO 19650-1 e trata da gestão da informação utilizando BIM.
- ABNT. ABNT NBR ISO 19650-2:2022. Organização da informação acerca de trabalhos da construção — Gestão da informação usando a modelagem da informação da construção — Parte 2: Fase de entrega de ativos.
- ISO. ISO 19650-3:2020. Organization and digitization of information about buildings and civil engineering works, including building information modelling — Part 3: Operational phase of the assets.
- buildingSMART International. Industry Foundation Classes — IFC. Padrão aberto internacional para compartilhamento de dados BIM.

Definição-síntese
BIM é uma abordagem integrada de processos, pessoas, tecnologias e informações destinada a criar, organizar, compartilhar, atualizar e utilizar modelos digitais de empreendimentos ao longo de seu ciclo de vida, promovendo maior integração entre projeto, construção, operação e gestão dos ativos.
Para o Mundo Agrimensura, o ponto central deve ficar claro:
BIM não substitui a Agrimensura. Ele amplia o ambiente em que a informação produzida pela Agrimensura pode ser utilizada.
E a conexão fundamental é:
- TERRITÓRIO
- DADOS GEOESPACIAIS
- MODELO
- PROJETO
- CONSTRUÇÃO
- ATIVO
- GESTÃO
Esse enquadramento deixa o assunto BIM integrado aos demais conteúdos do portal, especialmente Topografia, Geodésia, GNSS, Cartografia, Geoprocessamento, Fotogrametria, Drones, LiDAR, Cadastro, Infraestrutura e Engenharia Civil.
